terça-feira, 24 de abril de 2012

as 50 mais

Saiu a lista das 50 maiores empresas de mídia do mundo. Em terceiro lugar aparece, mesmo não produzindo, o Google, com um faturamento de US$ 37.9 bilhões no ano passado.  
 
A lista foi divulgada pelo Instituto de Mídia e Comunicação Política da Alemanha e reúne nomes como Comcast, Disney, News Corp e Viacom, Sony e Vivendi. Mais da metade do faturamento total provém das dez maiores empresas, responsáveis por 54% do total (US$ 303 bilhões).
 

Veja lista completa das empresas e de seus respectivos faturamentos em bilhões de dólares:
 
1. Comcast/NBCUniversal, LLC (Philadelphia / USA): $55,841 bilhões.
 
2. The Walt Disney Company (Burbank / USA): $40,893
 
3. Google Inc. (Mountain View/ USA): $37,906
 
4. News Corp. Ltd. (New York/ USA): $33,405
 
5. Viacom Inc./CBS Corp. (New York / USA): $29,160
 
6. Time Warner Inc. (New York / USA): $28,974
 
7. Sony Entertainment (Tokyo / JP ): $22,987
 
8. Bertelsmann AG (Gütersloh/GER): $21,232
 
9. Vivendi S.A. (Paris/ Frankreich): $17,381
 
10. Cox Enterprises Inc. (Atlanta / USA): $15,330
 
11. Dish Network Corporation (Englewood, CO / USA): $14,048
 
12. Thomson Reuters Corporation (New York/ USA): $13,807
 
13. Liberty Media Corp./Liberty Interactive (Englewood, CO / USA): $12,639
 
14. Rogers Comm. (Toronto / CA): $12,571
 
15. Lagardère Media (Paris/ Frankreich): $10,659
 
16. Reed Elsevier PLC (London/ GB): $9,608
 
17. Pearson plc (London / UK): $9,402
 
18. ARD (Berlin, München/GER): $8,660
 
19. Nippon Hoso Kyokai (Tokyo / Japan): $8,346
 
20. BBC (London / UK): $7,773
 
21. Bloomberg L.P. (New York / USA): $7,600
 
22. Fuji Media Holdings, Inc. (Tokyo / JP): $7,252
 
23. Charter Comm. Inc. (St. Louis/ USA): $7,204
 
24. Cablevision Systems Corp. (Bethpage, NY/ USA): $6,701
 
25. Globo Communicação e Participações S.A. (Rio de Janeiro/ BRA): $6,581
 
26. Advance Publications (Staten Island, New York / USA): $6,549
 
27. The McGraw-Hill Comp. Inc. (New York/USA): $6,246
 
28. Clear Channel Comm. (San Antonio / USA): $6,161
 
29. Mediaset SpA (Mailand / IT): $5,916
 
30. The Nielsen Company (Haarlem/ NL): $5,532
 
31. Gannett Co. Inc. (McLean, Virginia / USA): $5,239
 
32. Grupo Televisa (Álvaro Obregón / MX): $5,039
 
33. Yahoo! Inc. (Sunnyvale/ USA): $4,983
 
34. The Naspers Group (Kapstadt / ZA): $4,797
 
35. Shaw Communications (Calgary /CA): $4,795
 
36. Wolters Kluwer nv (Amsterdam / NL): $4,669
 
37. Bonnier AB (Stockholm / SWE): $4,596
 
38. Axel Springer AG (Berlin /GER): $4,434
 
39. France Télévisions S.A. (Paris/ FRA): $4,371
 
40. Discovery Communications (Silver Spring/ USA): $4,234
 
41. Tokyo Broadcasting System Holdings, Inc. (Tokyo / Japan): $4,215
 
42. The Washington Post Company (Washington D.C. / USA): $4,215
 
43. RAI Radiotelevisione Italiana Holding S.p.A. (Rom / IT): $4,193
 
44. Quebecor Inc. (Montreal/ CA): $4,079
 
45. ITV plc (London / GB): $3,900
 
46. ProSiebenSat.1 (Unterföhring/ GER): $3,836
 
47. Sanoma Group (Helsinki / FI): $3,822
 
48. The Hearst Corporation (New York/ USA): $3,800
 
49. Grupo PRISA (Madrid / ES): $3,778
 
50. TF1 S.A. (Boulogne, Cedex / FRA): $3,647
 

Internet supera jornal e se torna 2ª mídia no Brasil em 2012


Na frente
A internet assumirá a segunda posição entre as mídias ainda em 2012, deixando o meio jornal para trás em volume de investimentos. De acordo com estimativa apresentada pelo IAB Brasil nesta terça-feira, 24, o digital crescerá 39%, fechando o ano com 13,7% de participação e faturamento na casa dos R$ 4,7 bilhões. Em 2011, a web representava 11% do polo publicitário.

O crescimento do mercado de buscas será de 50% e o de display (banner) terá incremento de 25%, informou o presidente da instituição, Fabio Coelho - que também preside o Google Brasil.

De acordo com com o IAB, a internet cresce, em média, quatro vezes mais do que o mercado de publicidade, em geral - e esses números não contabilizam redes sociais. Em breve será divulgada uma estimativa de faturamento para este ano, em que sites como Facebook e Twitter estarão envolvidos.

As 100 maiores empresas do país investem 13,4% de suas verbas publicitárias no meio digital, segundo Coelho, que considerou a web um mercado "pujante".

Para chegar aos resultados apresentados hoje, o IAB considerou os 80 milhões de internautas no país maiores de 16 anos, dos quais 49% pertencem às classes C, D e E e 51%, às A e B.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

DRs digitais, ahhh se sua mulher souber.....

Mini-rede social para casais permite discutir a relação virtualmente


ILoveNote
Agora os casais podem discutir a relação, trocar mensagens e falar sobre demais assuntos por uma mini-rede social. Além disso, há um espaço para colocar tudo o que planejam conquistar juntos, as falhas e o cláculo do tempo de relacionamento. Para acessar é preciso instalar o aplicativo iLoveNote em iPhone, iPad ou smartphones Android.
 
A criação do app (disponível somente em inglês) é de Nathan Zacher, um soldado norte-americano em serviço no Iraque que queria manter contato com sua namorada nos Estados Unidos. 
   

Ah Tá bom....

A polêmica do compartilhamento automático no Facebook

Sem barreiras
FOTO: Reprodução
Se você é usuário do Facebook, já deve ter se deparado com alguma publicação do tipo "Pedro leu: 'Panicat raspa o cabelo ao vivo no Pânico'". Caso se interesse pelo post e clique nele para ler o conteúdo, vai se deparar com um aplicativo que pede uma série de autorizações - uma, inclusive, para postagens em seu nome. Só depois de aceitar, poderá acessar a notícia e, então, seus amigos ficarão sabendo - exatamente como aconteceu com Pedro.

Esse círculo vicioso passou a existir no Facebook graças à ideia de "compartilhamento sem fricção" de Mark Zuckerberg, implementada a partir da plataforma Open Graph. Isso foi anunciado junto com a Linha do Tempo, em setembro de 2011. Na época, a equipe da rede social fechou uma série de parcerias com empresas como Spotify, Rdio, Netflix etc. e agora elas começaram as publicações involuntárias. Basta autorizar uma única vez.

O recurso tem chamado atenção porque usuários se deparam com informações que não gostariam de ver publicadas automaticamente, por mais que tenham autorizado a atuação do aplicativo. "Parece mais com um spam", comenta Wagner Martins, sócio-diretor da agência Espalhe, agência especializada em marketing de guerrilha e com forte atuação no meio digital.

"Em alguns pontos chega a ser grave, porque eu não sei até que ponto o usuário presta atenção a que tipo de autorização que ele está dando. Essas autorizações foram melhoradas, mas a maioria não se preocupa, autoriza qualquer coisa sem medo nenhum - e você está entregando seus dados sem perguntar nada", continua.

Sócio e cofundador da rede social de reviews de filmes moovee.me, o publicitário Daniel Sollero publicou, nesta segunda-feira, 23, um texto-desabafo sobre o assunto no Brainstorm #9, em que critica o modelo por não considerá-lo natural.

"O compartilhamento de conhecimento e conexões é uma maneira de fazer com que você seja reconhecido, que a sua relevância para esse público seja notada", diz. "Ao vulgarizar o ato de compartilhar, esses apps simplesmente tiram do leitor a opção de usar esse conhecimento como uma maneira de se destacar e isso desequilibra toda a cadeia das redes sociais."

Para o executivo da Espalhe, só mesmo o amadurecimento do internauta pode fazer com que ele entenda o que deve ou não fazer no ambiente virtual. Mas esse tipo de preocupação geralmente vem de uma experiência negativa. "Aí, sim, ele vai tentar entender o problema."

Há dois lados a se analisar, o da marca que usa esses recursos e o dos usuários que os aceitam. Para estes últimos o caminho é fácil: não clique, se não quiser se ver associado à publicação que virá a seguir; se for mesmo de seu interesse, sempre leia atentamente que tipo de permissões o aplicativo carrega, para não ter surpresas depois.

Já as marcas, na visão de Martins, deveriam se preocupar mais com produção de conteúdo relevante, que seria compartilhado espontaneamente e se espalharia sozinho. "Se você aparece muito, acaba virando paisagem. As pessoas já aprenderam a bloquear, então você vai para um caminho sem volta. É melhor dar atualizações mais significativas."
 
O Adnews usou o próprio Facebook para perguntar aos leitores o que eles acham sobre o assunto. De todos os que responderam à enquete até às 15h50, nenhum foi favorável ao recurso.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Redes

 As redes sociais não são coisas diferentes das empresas; são o futuro das empresas – Nepô – da safra 2011;
 Versão 1.3 – 28/11/2011 – Ainda rascunho – colabore com a revisão!
(Texto faz parte do meu novo e-book - Gestão da Desintermediação - uma obra em progresso.) 
É muito mais difícil imaginar implantar Redes Sociais Digitais Corporativas dentro de uma organização que não se vê como uma grande rede.
Dessa maneira, consideram que a organização é uma coisa e o movimento das “Redes Sociais” lá fora ou iniciativas isoladas dentro da própria empresa são outra.
Como se as redes sociais fossem um terráqueo fantasiado de alienígena, que um belo dia vamos descobrir que são terráqueos!
Redes Sociais são vista como um corpo estranho e não algo a ser alcançado.
Não compreendem, portanto, que hoje é o passado e o modelo de gestão das Redes Sociais é o futuro.
Quantos analisam dessa forma?
Poucos, muito poucos…
Como a fábula do Patinho Feio, que se acha feio por que é pato, mas, no fundo, era ganso.
Ou seja, as redes sociais não são coisas diferentes das empresas; são o futuro das empresas. A nova forma de operar! É difícil cair essa ficha!
É importante alinhar a visão: empresas são redes, hoje que operam de uma maneira e vão evoluir para operar de forma mais eficiente como os adolescentes têm demonstrado fortemente pela Internet.
Sim, não será a mesma coisa, mas algo bem parecido!
Se tudo é rede, como detalhei aqui, as Redes Sociais Digitais Corporativas serão um upgrade nas redes atuais, através da implantação de uma nova cultura de controle mais horizontal, pois as empresas estarão apenas se aprimorando, bastante é verdade, mas nada mais do que isso.
Como disse, é preciso, então, re-radiografar a organização com outros olhos, analisando-a como uma grande rede que inicia um projeto de migração de um modelo cultural analógico, de controle mais rígido e centralizado para outro mais digital menos rígido e mais descentralizado.
Este é o calcanhar de Aquiles do futuro!
Nessa direção, podemos classificar três tipos de redes na organização, sobre o ponto de vista dos objetivos: de ação, de conhecimento e de relacionamento.
Pois bem, quando vemos o processo de implantação de Redes Sociais Digitais Corporativas podemos dizer que as pessoas atuam e acham que todo o processo começa e termina na implantação de redes de conhecimento e relacionamento.
Implantam Redes Sociais Digitais Corporativas Internas e Externas para fazer de tudo menos mudar a forma de como operam, pois consideram tudo um grande folclore e não uma mega-oportunidade para os negócios.
Sim, tem sido difícil essa passagem, pois são dois modelos culturais tão diferentes, que torna-se quase impossível fazer a migração de forma gradual, talvez o grande desafio do atual processo de desintermediação. Como implantar algo que é diametralmente oposto ao que estamos acostumados?
O desafio é escolher bem processos que possam ser passados para a nova cultura, tal como projetos novos e isolados na cultura de controle analógico da organização.
Uma opção pode ser a criação até de uma nova organização, começando tudo do zero, com modelos de startups criadas para substituir, aos poucos, os antigos métodos.
Viagem?
Porém, são raros os que enxergam que a implantação de Redes Sociais Digitais Corporativas é basicamente uma nova forma de trabalhar, alterando todos as redes corporativas atuais, incluindo também as de ação.
No projeto da Dataprev ano passado, por exemplo, um dos participantes da geração mais nova perguntou  se a de implantação de blogs corporativos em curso era só uma iniciativa de Comunicação (Rede de Relacionamento/Conhecimento) ou mudança de processo (Rede de Ação)?
O objetivo, respondi, era o de chegar à mudança de processos, mas como chegar nisso sem o apoio total da alta direção?
Tínhamos ali um método de guerrilha cultural, mas sem apoio da alta direção, como detalhei aqui.
Hoje, internamente, os projetos testados são mais na linha de comunidades de prática (conhecimento), espaços de troca/comunicação (relacionamento). Ou na parte externa, de redes de relacionamento, mas sem alterar os processo de produção e de co-criação com colaboradores, fornecedores e consumidores.
É como se tentassem colocar dois elefantes para morar dentro de um mesmo fusca!
E deixam as Redes de Ação, que são quase 80% dentro de uma organização para depois, ou acham que não se deve pensar nesse campo, pois Rede Social é uma coisa e trabalho é outra!
É um dos principais enganos.
Entretanto, ao analisarmos tanto o movimento cultural que estamos passando e as redes corporativas de hoje vemos que é um ganho enorme de tempo e custo pensarmos em redes corporativas que mudem os processos das organizações e não apenas relacionamentos e conhecimentos.
O difícil é que as Redes Sociais Corporativas Digitais que mudam a ação implicam justamente em uma mudança de cultura, mexe com o controle das ideias e, em última instância, com a estrutura de poder.
Não podem ser implantadas no meio de processos.
Ou seja, não é possível em um processo que começa em “A”, passa por “B” e vai para “C”, por exemplo, implantar uma rede social em “B”, pois vai se ter problemas em “A” e “C” que não vão conseguir se comunicar, pois são maneiras de pensar e resolver problemas diferentes.
Assim, a missão de um agente de mudança é ter consciência de que a implantação de Redes Sociais Corporativas Digitais é uma mudança global nos processos da empresa, tanto nas ações e processos, quanto na forma de gerir o conhecimento, quanto na maneira de se estabelecer o relacionamento.
Como premissas podemos dizer que:
a) deve-se escolher redes de ação que permitam trabalhar com processos de início/meio/fim em que toda a cultura possa ser pratica e não apenas em uma parte, pois não é possível duas culturas operarem na mesma direção;
b) estudar até a criação de startups, quando possível;
c) não deixar que o processo seja visto apenas como uma melhora de relacionamento ou de conhecimento, pois é uma parte pequena do todo;
d) quando fazem nessa linha as pessoas começam a dizer o seguinte, ou eu trabalho ou eu colaboro, pois as redes sociais entram de apoio e não mudando processos.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O povinho desse país, manipulado pela globinho do boninho....

Debate foi alterado
José Bonifácio Sobrinho, o Boni, concedeu uma entrevista a Geneton Moraes Neto por conta do lançamento de seu livro, batizado de "O Livro do Boni".

Durante a conversa, o ex-chefão da Globo admitiu que a emissora assumiu o lado de Fernando Collor de Melo no debate contra Luiz Inácio Lula da Silva que antecedeu a eleição de 1989 - primeira pós-ditadura militar.

Segundo Boni, após ser procurado pela assessoria de Collor, o superintendente executivo da Globo, Miguel Pires Gonçalves, pediu que ele palpitasse no evento.

"Eu achei que a briga do Collor com o Lula nos debates estava desigual, porque o Lula era o povo e o Collor era a autoridade", contou. "Então nós conseguimos tirar a gravata do Collor, botar um pouco de suor com uma 'glicerinazinha' e colocamos as pastas todas que estavam ali com supostas denúncias contra o Lula - mas as pastas estavam inteiramente vazias ou com papéis em branco."

Foi uma maneira, diz o executivo, de melhorar a postura do candidato junto ao espectador para que ele ficasse "em pé de igualdade com a popularidade do Lula".

"Todo aquele debate foi [produzido] - não o conteúdo, o conteúdo era do Collor mesmo -, mas a parte formal nós é que fizemos."

Belo crescimento 9% no ano.

A expectativa do presidente da Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade) Luiz Lara é de que o mercado publicitário brasileiro registre um crescimento de 9% este ano. O dado foi divulgado em uma coletiva de imprensa realizada no Rio de Janeiro, no mesmo local em que a entidade promove a sua última reunião anual. Lara considera o resultado positivo. “Sobre uma base de 17%, que foi o crescimento registrado em 2010, um ano de Copa, é um resultado muito bom. É importante avaliarmos a consistência deste crescimento”, disse.

Para 2012, Lara acredita em um novo desempenho positivo do mercado, apesar da crise europeia. “O Brasil é um País forte e, mesmo prevendo um crescimento mais conservador, acredito que o mercado deva crescer em torno de 8%. O mais importante é a continuidade, o crescimento constante”, comentou. O presidente da Abap acredita que, em 2013 e 2014, o crescimento aconteça em níveis maiores. “Com a proximidade da Copa e das Olimpíadas, deve voltar um ritmo mais intenso. Será necessária toda a infraestrutura, teremos campanhas temáticas muito presentes”, falou. No próximo ano, Lara acredita que o mercado varejista deva ser o grande destaque do primeiro semestre para a publicidade. “Talvez seja o setor anunciante mais ativo, com ações promocionais. Mesmo assim, os anunciantes já perceberam que o Brasil é um mercado chave”, apontou.

A nova classe média

Diante deste cenário, a nova classe média tem papel fundamental, destacou Lara, logo antes de Paulo Zoéga, diretor da Abap, sócio e vp de operações da QG Comunicação, apresentar dados de uma pesquisa sobre este segmento populacional desenvolvida pela CPM. O grupo em questão envolve quase 100 milhões de pessoas. O objetivo da pesquisa foi avaliar o poder de consumo desta fatia da população. “Em 100 milhões de pessoas, é impossível imaginar que tenhamos um grupo coeso. Fizemos uma pesquisa qualitativa e encontramos quatro grupos bem definidos”, disse.

Os segmentos da nova classe média podem ser classificados em: segura e ponderada (19%), satisfeita e atualizada (19%), insegura e contraditória (21%) e insatisfeita e carente (41%). A “segura e  ponderada” inclui pessoas que já eram da classe média e tinham acesso aos produtos da cesta básica e escolas, entre outros. “Eles tem mais capacidade de consumo e estão fazendo a migração de marcas, fazendo um upgrade em qualidade de vida”, explicou. Já a “satisfeita e atualizada" envolve pessoas que não tinham acesso ao consumo, mas estão felizes por agora poderem ter.

Os outros dois grupos, explicou Zoéga, vivem em conflito. O “insegura e contraditória” inclui pessoas que consomem, tem acesso a produtos que não tinham antes, mas não sabem como tomar a decisão de compra. “Estas pessoas incorporam os hábitos que não tinham, mas com certa dúvida, com uma angústia”, fala. O maior número de pessoas deste grupo está localizado em cidades do Norte e Nordeste. Já o grupo de “insatisfeita e carente” envolve a maior parte da nova classe média. “É um consumidor que estava abaixo da linha de consumo. Ele passa a consumir certas categorias pela primeira vez, mas não necessariamente foi beneficiado culturalmente. Tem o bolso cheio, pagou dívidas, mas ele ainda não reverteu isto para o seu bem estar. Ele precisa de orientação, seja através de uma embalagem, de ações no ponto de venda. Precisa que a comunicação tenha um tom educacional para orientá-lo”, explicou. Para este público, a propaganda é fundamental. “Para falar com ele de maneira objetiva e clara, para que ele fique a vontade com as marcas. Tem que haver uma comunicação direta, transparente”, avaliou.

Perfil do mercado

A Abap mostrou ainda dados da “Pesquisa de Serviços de Publicidade e Promoção” baseada em dados do IBGE, que fez uma radiografia das agências de publicidade e promoção com 10 ou mais pessoas. Em dezembro de 2008, eram 10.874 agências de publicidade no Cadastro Central de Empresas mas várias tinham apenas uma só pessoa "ocupada". Apenas 626 tinham 10 ou mais pessoas trabalhando, o que representa 5,8% deste total. A receita que este grupo gerou foi de R$ 5 bilhões, com R$ 3,4 bilhões para comissionamento de veículos, BVs e fee; e R$ 1,4 bilhões respondendo pela receita sobre produção e serviços internos. A compra e revenda de espaços recebeu R$ 0,2 bilhões. No total, estas 626 agências empregam 21.490 pessoas. Já na área promocional, são 841 empresas que ocupam 43.353 pessoas, gerando receitas de R$ 3,6 bilhões.

Um outro dado interessante da pesquisa, que refere-se ao ano de 2009, detalha o volume de receitas estimadas por segmento atendido por agências de publicidade. As empresas nacionais privadas respondem por 56% da receita; as multinacionais por 27%; Governos e empresas estatais por 14%; a publicidade legal por 2%, e campanhas políticas por 1%.