domingo, 27 de março de 2011

Será que iremos ser aceitos pela sociedade deles.....


Projeto convida homens para viver como macacos

A história relata que o homem evoluiu do macaco. Mas parece que, em pleno século 21, alguém resolveu alterar as ordens das coisas. O projeto Gibbon Experience  nome inspirado no gibão, pequeno primata, escorregadio, que se localiza no Vietnã e no sul da China – incentiva a adesão de ex-caçadores a um tipo de ecoturismo.
Mas, afinal, que experiência é esta? A iniciativa é do cientista francês Jeff Reumau, que chegou à província de Bokeo na década passada e presenciou a extinção do macaco — situação quase revertida, já que atualmente a reserva conta com 400 exemplares de gibões. O objetivo é justamente ajudar a proteger a vida selvagem da região.
Apesar de toda dificuldade, o francês convenceu as autoridades a declararem comoreserva natural mais de 123 mil hectares de floresta, local onde caçadores capturavamelefantes, macacos, ursos e tigres. Os mesmos que caçavam, hoje atuam como guardas florestais e guias. “Há alguns anos, mal podia alimentar minha mulher e meus filhos com o que ganhava com a caça, mas hoje vivemos muito melhor sem precisar matar nenhum animal“, comenta um ex-caçador, que se identificou apenas como Vong.
Logo depois da liberação, Reumau demorou cerca de cinco anos para conseguir financiamento para construir ascasas nas árvores. Com banheiros e água corrente, e direito a rede de tirolesa, as habitações são grande atração da área. Ali,turistas se hospedam, mas como é de difícil acesso, poucos se aventuram a ir até a floresta. Segundo o cientistas, as pessoas preferem ver o primata no zoológico.
Jeff Reumau também deixa claro que não pretende transformar a reserva em um parque temático. “Queremos mostrar queconservar a selva é melhor que destruí-la.Isso talvez seja óbvio para nós, mas, para poder persuadir as pessoas, temos que provar que é possível viver assim”, dispara Reumau em entrevista à EFE. Parte do dinheiro arrecado pelo ecoturismo é revertida para a compra de modernos sistemas de irrigação para arrozais e outros alimentos.
O projeto, além de ser um aventura, também tem forte cunho sociológico, já que instiga o ser humano a, do alto de uma árvore, entender a vida dos primatas. Por conseguinte, apreservação do meio ambiente é estimulada. Vem daí que lembramos de outra experiência que inverteu valores e padrões quando colocou 12 pessoas para viverem juntas e as observou.
Dividido em três partes, “Zoológico Humano” (“The Human Zoo”, título original), foi ao ar no canal de TV por assinatura GNT em 2002, exatamente quando explodia na televisão brasileira a febre dos reality-shows. Ao contrário de programas ao estilo de “Big Brother Brasil” e “A Fazenda”, onde pessoas coexistem para ganhar um prêmio, em “The Human Zoo” a intenção era mergulhar na psiquê humana para entender valores e atitudes que, embora civilizados, aproxima — e muito — o ser humano dos macacos.

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