Estudo: anúncios na Veja para iPad são bem aceitos
Entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011, a Veja realizou uma pesquisa com os leitores da versão para iPad da revista. Foi o primeiro estudo da Abril por meio da plataforma, e a intenção era identificar o perfil desses leitores.
Entre os dados conseguidos com o levantamento, a Veja descobriu que a publicidade que tem veiculado no tablet é bem aceita, pois pelo menos 90% dos leitores consideram os anúncios favoráveis.
Além disso, mais de 80% afirmaram que se lembram dos produtos que viram na revista, enquanto 66% consideram que os anúncios melhoraram a percepção do produto e que gostam de explorar as características de ferramentas interativas.
A pesquisa também revelou que 84% dos leitores da versão para iPad completaram o ensino superior, 65% estão entre 20 e 35 anos e 62% moram na região sudeste. 60% possuem filhos e têm renda familiar acima de R$ 15 mil.
Conheça a primeira rede social para intercâmbio
Na fase de lançamento, apenas estudantes são convidados a fazer parte do site, com a criação gratuita de perfis. Daqui a duas semanas, será a vez das instituições investirem nas contas.
A expectativa dos desenvolvedores é que em 18 meses o EDUFINDME tenha "centenas" de bolsas de estudos, parciais e integrais, além de outros "milhares" de programas no Brasil e no mundo.
Toda a equipe internacional da rede social é formada por profissionais intercambiários e que trabalham em áreas relacionadas à educação internacional. "Conhecemos em primeira mão as difíceis decisões que os estudantes enfrentam ao escolher um programa de estudos no exterior, assim como as frustrações que as instituições enfrentam ao tentar se internacionalizar com um orçamento limitado", afirma o site.
O estudante interessado pode criar uma conta ou usar o Facebook Connect para acessar o EDUFINDME. Por isso, a empresa oferece às instituições um mercado com "mais de 500.000 estudantes potenciais".
Mídia cresce 7,7% no primeiro bimestre
Segundo dados do primeiro bimestre do Projeto Inter-Meios, houve aumento de 7,7% na venda de espaços publicitários, valor de R$ 3,5 bilhões. A mídia digital out of home teve o maior crescimento, cerca de 17,6% (R$ 74,5 milhões faturados). A internet ficou em segundo lugar, com 16,3% (R$ 168,4 milhões faturados).
A TV aberta segue como líder dos investimentos em publicidade, corresponde a 64% do setor e teve aumento de 9,6% em relação ao ano passado. Já as revistas tiveram queda de 11.4%. Guias e listas caíram 18,3%.
A internet faturou R$ 168,4 milhões e levou o quarto lugar, atrás da TV aberta, com R$ 2,2 bilhões, jornais, com R$ 456,5 milhões, e revistas, com R$ 174,7 milhões.
A TV por assinatura também lucrou mais com publicidade. O aumento foi de 8,2%, com R$ 115,2 milhões arrecadados. O rádio cresceu 3,2%, foram capitados R$ 154,6 milhões, e o cinema 1%, com R$ 8,5 milhões.
O crescimento da mídia externa foi de 14,2% e obteve faturamento de R$ 135,9 milhões. O outdoor é o carro-chefe, representa 54,8% do total, com ganho de R$ 74,5 milhões.
O Projeto Inter-Meios é uma parceria do Meio & Mensagem com os principais meios de comunicação. O objetivo é fazer levantamentos numéricos sobre o investimento em publicidade no Brasil.
A TV aberta segue como líder dos investimentos em publicidade, corresponde a 64% do setor e teve aumento de 9,6% em relação ao ano passado. Já as revistas tiveram queda de 11.4%. Guias e listas caíram 18,3%.
A internet faturou R$ 168,4 milhões e levou o quarto lugar, atrás da TV aberta, com R$ 2,2 bilhões, jornais, com R$ 456,5 milhões, e revistas, com R$ 174,7 milhões.
A TV por assinatura também lucrou mais com publicidade. O aumento foi de 8,2%, com R$ 115,2 milhões arrecadados. O rádio cresceu 3,2%, foram capitados R$ 154,6 milhões, e o cinema 1%, com R$ 8,5 milhões.
O crescimento da mídia externa foi de 14,2% e obteve faturamento de R$ 135,9 milhões. O outdoor é o carro-chefe, representa 54,8% do total, com ganho de R$ 74,5 milhões.
O Projeto Inter-Meios é uma parceria do Meio & Mensagem com os principais meios de comunicação. O objetivo é fazer levantamentos numéricos sobre o investimento em publicidade no Brasil.
Jovens ainda preferem a TV, revela pesquisa
Apesar de ser apontado como habitat natural dos jovens, a internet não é a mídia preferida deles na hora de se informar, mas sim a tradicional TV. O estudo TRU 2011, produzido pela TNS Research International em 40 países, incluindo o Brasil, aponta que a mídia eletrônica é a primeira fonte de informação da maioria (68%) dos jovens brasileiros.
A internet vem em segundo plano na preferência (20%), seguida do rádio (4%). Já nas classes mais altas, a internet supera a TV em diversos atributos. É considerada a mídia mais utilizada, divertida, informativa e sem a qual não viveriam. Já na classe D a TV é o canal de comunicação mais divertido (56%).
Enquanto as meninas de todas as faixas etárias gostam de novelas e tramas do gênero, os meninos preferem esporte e humor. Seus canais favoritos são Globo, SBT e Record, com destaque para a novela “Malhação”, seguida dos programas TV Globinho, Globo Esporte e Pânico na TV.
Foram entrevistados 1,5 mil adolescentes e jovens de 12 a 19 anos, das classes A a D, de quatro regiões – Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. A maioria dos entrevistados (97%) possui TV e 27% TV a cabo. Segundo o levantamento, 51% têm DVD Player; 33% têm internet banda larga; 32% videogame e 20% MP3 Player.
O estudo detectou também que, entre as jovens, os assuntos mais procurados nas revistas são beleza, moda, horóscopo e fofocas de celebridades, enquanto os rapazes têm preferência por esporte.
O TRU Brasil 2011 foi realizado em quatro regiões brasileiras – Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. O campo da pesquisa foi realizado em dezembro de 2010. Foram investigados diferentes aspectos relacionados à vida pessoal e familiar, hábitos de consumo e marcas preferidas, mídia e perspectivas para o futuro.
Para estimar o universo de jovens brasileiros de 12 a 19 anos das classes A,B,C e D foram utilizados os dados do último Censo disponível do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2000) e a estimativa da população Popclock, também do IBGE.
Brasil fecha março com 210,5 milhões de acessos móveis
O Brasil fechou março de 2011 com mais de 210,5 milhões de assinantes na telefonia celular, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Nos três primeiros meses do ano, o Serviço Móvel Pessoal (SMP) registrou 7,6 milhões de novas habilitações (crescimento de 3,73% no ano) e teledensidade de 108,34 acessos por 100 habitantes (crescimento de 3,50% no ano).
O número absoluto de novas habilitações nos três primeiros meses de 2011 é o maior dos últimos onze anos.
Do total de acessos em operação no país, 173.006.208 são pré-pagos (82,18%) e 37.503.354 pós-pagos (17,82%).
Em março, foram 2.943.350 de habilitações (crescimento de 1,42% em relação a fevereiro). A teledensidade avançou 1,34% (subiu de 106,91, em fevereiro, para 108,34, em março).
Em março de 2011, 17 Estados já possuíam mais de um celular por habitante: Distrito Federal, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Goiás, Rio Grande do Sul, Rondônia, Mato Grosso, Santa Catarina, Pernambuco, Espírito Santo, Paraná, Tocantins, Rio Grande do Norte, Amapá, Minas Gerais e Sergipe.
Você desperdiça dinheiro? A propaganda não
Manias à parte, é consenso que ninguém gosta de gastar dinheiro à toa. Também não se tem notícias de planos ambiciosos daqueles que querem investir as economias em algo que se torne inútil ou simplesmente não tenha o retorno comprovado. Afinal, definitivamente dinheiro “não dá em árvore”.
Se o raciocínio vale para você, por que não valeria para a propaganda? Na relação entre marcas e consumidores, os milhões – e até bilhões - destinados para projetar as mensagens na mídia não podem ser subestimados. A ousadia pode custar caro. Por isso já em 1889 os principais impressos norte-americanos entenderam o recado e formaram a Association of American Advertising para dar aos anunciantes o que eles queriam: um relatório completo que comprovasse o exato alcance de jornais e revistas junto aos seus leitores.
A ideia vingou e espalhou-se mundo afora. No Brasil a prática demorou a acontecer, mas, nos idos da década de 60, nascia o IVC – Instituto Verificador de Circulação, rapidamente adotado por agências e veículos a fim de manter relação transparente com as marcas. A prática foi incorporada pelo mercado publicitário e melhorada com a chegada da internet, que elevou os padrões de mensuração. Qualquer portal que abrigue um banner, por exemplo, fornece com precisão o grau de interação da peça com o usuário, bem como o tempo que ele permanece no site e também as preferências. Ou seja, o cliente tem um raio-x completo à mão para decidir se o investimento é válido.
Há dois anos o mesmo IVC invadiu a internet e, desde então, conquistou 44 afiliados que transformaram o seu desempenho digital em relatórios confiáveis. Grandes players do mercado como o Estadão.com, O Globo e o ClicRBS aderiram. Do trade publicitário, apenas Adnews e Propmark figuram na lista, respectivamente, com 172.431 e 66.146 visitantes únicos segundo dados de março. “É difícil pensar em qualquer negócio sem métricas de avaliação de desempenho. Quando desenvolvemos o projeto, identificamos a demanda e importância e o mercado passou a ter informações que não estavam disponíveis na mesa”, afirma João Torres, gerente do Instituto.
“A Mídia mudou, está dinâmica, pede abordagens vivas e conectadas com o posicionamento das marcas”, conceitua Paulo Camossa, diretor-geral de Mídia da AlmapBBDO. Comandante do dinheiro de grandes empresas, ele é daqueles que defende criatividade na profissão, mas com responsabilidade. “Manejar os investimentos dos clientes pede criatividade - no sentido de construir estratégias relevantes e envolventes - mas pede também responsabilidade: uma agência tem que amparar suas recomendações em pesquisas e recursos que garantam um trabalho sólido do ponto de vista técnico. É premissa”.
Com o surgimento de novas oportunidades de conversa com o público, a pesquisa passou a fazer cada vez mais sentido no dia deste tipo de publicitário, que tem como dever buscar ser certeiro. “Quando desenvolvemos um planejamento, temos ferramentas que nos permitem definir as metas a serem alcançadas pela campanha. Atualmente, sabemos com maior precisão onde encontrar o público-alvo da comunicação”, afirma Mari Macabelli, diretora de mídia da Publicis Brasil.
Um tiro de canhão
Mas nem só de pesquisa vive um profissional de mídia. As mesmas facilidades vindas com as ferramentas de mensuração também oferecem a doce tentação de confiar excessivamente nos números e desconsiderar outros fatores. “Às vezes existe um erro de julgamento que faz com que o mídia olhe somente para o resultado numérico sem olhar para outras necessidades como construção de imagem, relevância e todas as informações disponíveis”, alerta Silvia Tajiki, diretora de mídia da Salles Chemistri.
Mari Macabelli concorda. Segundo ela, uma boa audiência não é suficiente para que a marca desembolse toda a verba naquele veículo em detrimento de outro. “A audiência é simplesmente um dos fatores que deve ser considerado em uma proposta estratégica. É importante avaliar caso a caso. O grande erro que podemos cometer no planejamento de mídia é olhar somente para a rentabilidade sem definir o objetivo da comunicação do cliente. Em alguns casos, a credibilidade do veículo é necessária, mas a defesa deve ser feita segundo outro critério que é mais relevante”, aconselha.
Em meio à discussão sobre audiência, ganha espaço a máxima “dar um tiro de canhão para acertar um passarinho”. Expressão antiga do mercado, é bastante usada para questionar o alto investimento de um cliente num meio de grande porte mesmo correndo riscos de dispersão. Na visão de Silvia, isso é inevitável. “A partir do momento que temos uma TV aberta com a força que tem neste país, com uma penetração de mais de 97% em todos os targets, é impossível utilizá-la sem dispersão”, diz. “Damos este tiro de canhão para acertar um passarinho e atingirmos coberturas de mais de 60% no target em um período de 3 ou 4 dias, normalmente utilizado pelo varejo”, observa.
Daqui pra frente
Sem grandes surpresas, todas as apostas se voltam para a maior participação da internet na divisão do bolo publicitário. A diretora da Publicis diz que não existe mais a “situação monomídia”, status substituído, segundo ela, pela “diversificação de pontos de contato”. Ela acredita que a mudança é “inexorável”. Já para Silvia, a realidade dos próximos anos será a migração de grande parte da verba dos impressos para os veículos digitais, ação esta que não vai acontecer de forma “desordenada”. A previsão é que o “movimento acompanhe a migração das pessoas, da audiência e permita um direcionamento”.
Não se sabe se será bem assim, mas a Salles Chemistri já está fazendo a parte dela. Silvia Tajiki estima que, no final de 2012, a meta é que 30% do faturamento da agência venha dos meios digitais.
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