Posted: 24 Oct 2011 04:58 AM PDT
A qualidade da banda larga, as deficiências de infraestrutura e o complexo sistema tributário brasileiro tornaram-se problemas menores para grandes companhias de internet, como Amazon e Netflix, que preparam sua chegada ao Brasil para os próximos meses. Às voltas com a estagnação dos lucros nos mercados onde atuam, esses gigantes do e-commerce vão encontrar por aqui um mercado de internet que cresce ao ritmo de dois dígitos há mais de dez anos e consumidores ávidos por uma experiência de compra online de produtos e serviços com um padrão de qualidade ao qual não estão acostumados.
A estreia de maior impacto é a da Amazon, que, ao contrário do que se imaginava, não será pelo e-commerce, mas por seu braço de serviços. Segundo INFO apurou, a maior varejista online do mundo começa suas operações no Brasil pela divisão de Web Services, responsável pela oferta de serviços de computação em nuvem e armazenamento de dados.
Para isso, contratou o especialista em cloud computing José Nilo Cruz Martins, que deixou, há quatro meses, o cargo de gerente de vendas no Google para assumir a estruturação dos serviços da Amazon no país. Para contornar as dificuldades causadas pelos quase 10 mil quilômetros que separam os parques de servidores da Amazon nos Estados Unidos dos clientes brasileiros, a empresa deve associar-se a pequenos data centers locais e criar redes intermediárias, capazes de entregar, com resposta rápida, ao menos os arquivos mais acessados.
A entrada da gigante americana, dona de um faturamento de 32 bilhões de dólares ao ano, deve mexer com o mercado brasileiro. Gilberto Mautner, CEO da Locaweb, fala da concorrência que enfrentará: “Admiro a Amazon pelo pioneirismo, mas hoje temos condições iguais de competir pelos menores preços e melhores tecnologias”. Para Mautner, o atendimento em inglês e o fato de a Amazon optar por não ter data centers próprios no Brasil, num primeiro momento, deixará as companhias nacionais ainda em vantagem.
A estreia de maior impacto é a da Amazon, que, ao contrário do que se imaginava, não será pelo e-commerce, mas por seu braço de serviços. Segundo INFO apurou, a maior varejista online do mundo começa suas operações no Brasil pela divisão de Web Services, responsável pela oferta de serviços de computação em nuvem e armazenamento de dados.
Para isso, contratou o especialista em cloud computing José Nilo Cruz Martins, que deixou, há quatro meses, o cargo de gerente de vendas no Google para assumir a estruturação dos serviços da Amazon no país. Para contornar as dificuldades causadas pelos quase 10 mil quilômetros que separam os parques de servidores da Amazon nos Estados Unidos dos clientes brasileiros, a empresa deve associar-se a pequenos data centers locais e criar redes intermediárias, capazes de entregar, com resposta rápida, ao menos os arquivos mais acessados.
A entrada da gigante americana, dona de um faturamento de 32 bilhões de dólares ao ano, deve mexer com o mercado brasileiro. Gilberto Mautner, CEO da Locaweb, fala da concorrência que enfrentará: “Admiro a Amazon pelo pioneirismo, mas hoje temos condições iguais de competir pelos menores preços e melhores tecnologias”. Para Mautner, o atendimento em inglês e o fato de a Amazon optar por não ter data centers próprios no Brasil, num primeiro momento, deixará as companhias nacionais ainda em vantagem.
Analistas ouvidos por INFO afirmam que dificilmente a Amazon limitará sua atuação aos serviços de nuvem. “Essa deverá ser a porta de entrada para a empresa abrir uma operação de e-commerce no país”, afirma Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco.
Nos primeiros seis meses de 2011, o comércio eletrônico faturou no Brasil 8,4 bilhões de reais, um salto de 24% sobre igual período do ano passado. Segundo Gerson Rolin, consultor da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, esse número tende a se multiplicar nos próximos anos e pode se tornar ímã para grandes companhias internacionais. “A Amazon não está fascinada com os resultados atuais, mas com as perspectivas de expansão dos próximos dez anos”, afirma Rolin.
Nos últimos dois meses, representantes da loja americana se reuniram com editoras brasileiras para negociar a publicação de seus autores no formato .azw, de seu leitor eletrônico Kindle. A Amazon tem em catálogo 950 mil e-books e pretende ter ao menos 5 mil livros digitais em português. Saraiva e Cultura não possuem mais que 4 mil. Para Mauro Widman, coordenador de e-books da Cultura, o cenário para o livro eletrônico no Brasil é animador. “Hoje, 1% do nosso faturamento vem de formatos digitais, mas a tendência é chegar a 5%, mesmo patamar dos Estados Unidos”, diz Widman.
Um estudo realizado pela consultoria e-bit aponta a nova classe média brasileira como o principal motor do comércio eletrônico. Há dois anos, o país tinha 17,6 milhões de consumidores online, número que deve saltar para 32 milhões até o final do ano. Segundo o estudo, 61% dos novos adeptos pertencem a famílias com renda de até 3 mil reais.
Os números crescentes atraíram a atenção da americana Netflix, que iniciará no Brasil, até o fim do ano, a venda de filmes, novelas e seriados por streaming. Com acervo de 75 mil títulos, concorrerá com a brasileira NetMovies, que possui 4 mil, uma fração do catálogo da americana. Capitalizado por um aporte da gestora americana de investimentos Tiger Global, Daniel Topel, fundador da NetMovies, tem planos de expandir o acervo e a atuação de sua empresa.
Nos primeiros seis meses de 2011, o comércio eletrônico faturou no Brasil 8,4 bilhões de reais, um salto de 24% sobre igual período do ano passado. Segundo Gerson Rolin, consultor da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, esse número tende a se multiplicar nos próximos anos e pode se tornar ímã para grandes companhias internacionais. “A Amazon não está fascinada com os resultados atuais, mas com as perspectivas de expansão dos próximos dez anos”, afirma Rolin.
Nos últimos dois meses, representantes da loja americana se reuniram com editoras brasileiras para negociar a publicação de seus autores no formato .azw, de seu leitor eletrônico Kindle. A Amazon tem em catálogo 950 mil e-books e pretende ter ao menos 5 mil livros digitais em português. Saraiva e Cultura não possuem mais que 4 mil. Para Mauro Widman, coordenador de e-books da Cultura, o cenário para o livro eletrônico no Brasil é animador. “Hoje, 1% do nosso faturamento vem de formatos digitais, mas a tendência é chegar a 5%, mesmo patamar dos Estados Unidos”, diz Widman.
Um estudo realizado pela consultoria e-bit aponta a nova classe média brasileira como o principal motor do comércio eletrônico. Há dois anos, o país tinha 17,6 milhões de consumidores online, número que deve saltar para 32 milhões até o final do ano. Segundo o estudo, 61% dos novos adeptos pertencem a famílias com renda de até 3 mil reais.
Os números crescentes atraíram a atenção da americana Netflix, que iniciará no Brasil, até o fim do ano, a venda de filmes, novelas e seriados por streaming. Com acervo de 75 mil títulos, concorrerá com a brasileira NetMovies, que possui 4 mil, uma fração do catálogo da americana. Capitalizado por um aporte da gestora americana de investimentos Tiger Global, Daniel Topel, fundador da NetMovies, tem planos de expandir o acervo e a atuação de sua empresa.
“O mercado brasileiro está em alta e haverá muita concorrência”, diz Topel. A expectativa é que a Netflix ofereça, no primeiro momento, apenas o serviço de filmes por streaming, deixando o de entrega de DVDs na casa dos consumidores para uma segunda etapa.
Games online e e-books
O bom cenário que se desenha para o e-commerce brasileiro animou também a Sony. A empresa de origem japonesa abriu, no final de julho, sua loja online de games, a PS Store, que funciona integrada à PlayStation Network, rede para jogos online e compra de software. Antes, os usuários brasileiros só tinham acesso aos produtos gratuitos da marca. Quem quisesse comprar um jogo, realizava uma ginástica de irregularidades, como preencher um cadastro falso e se passar por usuário de outro país. Nos primeiros dias após a estreia, a PSN Brasil chegou a 300 mil usuários e, segundo a Sony, deverá somar 1 milhão até dezembro. Para atrair consumidores sem conta em banco ou cartão de crédito, a Sony quer vender cartões pré-pagos da rede PSN em livrarias e lojas de games. “Estamos em fase de negociação com o varejo”, afirma Glauco Rozna, responsável pelas divisões Vaio e PS3 no país.
Música na rede
E o iTunes? Quando, afinal, aterrissa no país? Sempre avessa a especulações, a Apple mantém seus planos fechadíssimos. Mas os últimos movimentos indicam um interesse crescente no mercado brasileiro. Depois de acordos para ampliar as revendas no país e do anúncio de que a parceira chinesa Foxconn irá fabricar iGadgets por aqui, a Apple pode, sim, estrear uma versão brasileira de seu iTunes, o serviço mais popular do mundo para a venda de músicas e conteúdo multimídia. Na América Latina, o serviço restringe-se ao México. A venda de música ainda é um negócio modesto no Brasil para os padrões da Apple, que obtém quase 5% de seu lucro global com as vendas do iTunes. Uma maneira de ampliar o potencial do iTunes é com a venda de cartões pré-pagos em revendas como Fast Shop e Fnac. Apple e parceiros não comentam a estratégia.
A chegada de jogadores de peso, como Netflix, Amazon e Sony, mostra que o Brasil caminha para entrar definitivamente para a primeira divisão do comércio eletrônico mundial.
Fonte: Exame
Games online e e-books
O bom cenário que se desenha para o e-commerce brasileiro animou também a Sony. A empresa de origem japonesa abriu, no final de julho, sua loja online de games, a PS Store, que funciona integrada à PlayStation Network, rede para jogos online e compra de software. Antes, os usuários brasileiros só tinham acesso aos produtos gratuitos da marca. Quem quisesse comprar um jogo, realizava uma ginástica de irregularidades, como preencher um cadastro falso e se passar por usuário de outro país. Nos primeiros dias após a estreia, a PSN Brasil chegou a 300 mil usuários e, segundo a Sony, deverá somar 1 milhão até dezembro. Para atrair consumidores sem conta em banco ou cartão de crédito, a Sony quer vender cartões pré-pagos da rede PSN em livrarias e lojas de games. “Estamos em fase de negociação com o varejo”, afirma Glauco Rozna, responsável pelas divisões Vaio e PS3 no país.
Música na rede
E o iTunes? Quando, afinal, aterrissa no país? Sempre avessa a especulações, a Apple mantém seus planos fechadíssimos. Mas os últimos movimentos indicam um interesse crescente no mercado brasileiro. Depois de acordos para ampliar as revendas no país e do anúncio de que a parceira chinesa Foxconn irá fabricar iGadgets por aqui, a Apple pode, sim, estrear uma versão brasileira de seu iTunes, o serviço mais popular do mundo para a venda de músicas e conteúdo multimídia. Na América Latina, o serviço restringe-se ao México. A venda de música ainda é um negócio modesto no Brasil para os padrões da Apple, que obtém quase 5% de seu lucro global com as vendas do iTunes. Uma maneira de ampliar o potencial do iTunes é com a venda de cartões pré-pagos em revendas como Fast Shop e Fnac. Apple e parceiros não comentam a estratégia.
A chegada de jogadores de peso, como Netflix, Amazon e Sony, mostra que o Brasil caminha para entrar definitivamente para a primeira divisão do comércio eletrônico mundial.
Fonte: Exame
Posted: 24 Oct 2011 04:52 AM PDT
O Magazine Luíza tem 723 lojas no país, em 50 anos de história no varejo. E há 11 anos no ar, o site de e-commerce da marca é a maior loja, em faturamento.
Mais do que apenas gerar lucros no próprio ambiente online, muitas vezes a página fomenta as vendas das lojas físicas: as listas de presentes de clientes, por exemplo, são 80% das vezes criadas no site, mas 60% das vendas destes itens acabam ocorrendo nos pontos de venda.
Outro indicativo da demanda gerada pelo e-commerce é a comparação de SKUs (código identificador de mercadorias em estoque) entre as lojas físicas e o portal do Magazine.
No primeiro caso, são sete mil. No segundo, o número quase quintuplica, chegando a 31 mil.
“A estratégia para fomentar o e-commerce está na humanização: ao invés de um tratamento convencional, da interação pura e simples consumidor-computador, usamos um personagem, a Lu, que fala com o público, dá detalhes dos produtos, atende como se fosse de carne e osso”, explicou o gerente de E-Commerce do Magazine, Ronaldo Magalhães, durante palestra no FIC – Fórum de Internet Corporativa.
Magazine da Lu
No evento, realizado na terça-feira, 18, em Porto alegre, Magalhães expôs um case que revelou a importância da “Lu” para a marca.
A personagem envia, periodicamente, newsletters com ofertas para os e-mails de clientes cadastrados, usando neste contato uma linguagem coloquial, que a transforma em conhecida do público.
Tanto assim que, ao parar de receber os emails, uma cliente entrou em contato com a central de atendimento do Magazine e, ao não ter o problema resolvido, voltou a ligar diversas vezes.
Quando se deu conta de que o problema não era exatamente a falta do e-mail, mas saudade da Lu – conforme relatado pela própria cliente – a marca pediu que a colaboradora que grava a voz da personagem ligasse para a consumidora.
Feito o contato, a cliente se emociona, chamando a personagem de “linda”, “bonitinha” e “meu amor” inúmeras vezes, enquanto se diz magoada pela ausência dela e confessa: “você me mandava e-mails com ofertas só para mim e eu, toda feliz, ia lá e comprava”.
Fato: só nesta ligação, a cliente cita pelo menos cinco itens já adquiridos nos últimos meses.
Casas Bahia
Conforme Magalhães, esta estratégia de humanização é o que garante o sucesso das lojas Luíza, que têm presença física em 16 estados e, via multicanal, em todo o país.
Ele comenta que a marca não tem qualquer ação no sentido de “regionalização” de atendimento, embora saiba o quanto isso é importante, especialmente em mercados como o Rio Grande do Sul e o Nordeste, que são cheios de peculiaridades.
No mercado gaúcho, por exemplo, Magalhães cita “concorrentes” que acabaram não endo sucesso por conta da falta de identificação local – em uma bem provável citação às casa Bahia.
“Não fazemos regionalização, mas a humanização de nosso atendimento garante a proximidade com o cliente”, ressaltou.
Estrelas
Além da Lu, outra ação do Magazine neste sentido é atender aos desejos do consumidor além das prateleiras – físicas ou virtuais.
Para comemorar os 11 anos de seu e-commerce, completados em setembro passado, a marca lançou uma promoção focada na entrega dos produtos.
“Geralmente, é o correio ou uma transportadora que entrega o que você compra via web. Isso é muito frio. Para nos aproximarmos dos clientes, decidimos premiar alguns com entregas feitas por celebridades, como Ronaldo Nazário, Renata Fan, Patati&Patatá, entre outros”, ressaltou.
A estratégia de convergência entre o meio online e o físico, entre o corporativo e o humano, tem dado indícios de sucesso: em todo o país, são 28 milhões de clientes atendidos pelo Magazine Luíza, que, para dar suporte a isso, emprega 23,4 mil funcionários.
Futuro
Na web, o próximo passo da Luiza será expandir a ação “Magazine Você”, que permite a internautas criarem suas lojas virtuais em redes sociais, como Facebook e Orkut, equipadas com produtos do Magazine, sendo comissionados a cada venda realizada.
Por enquanto, somente parentes de funcionários da rede podem participar da campanha, mas a meta é que até o começo do ano que vem qualquer pessoa possa participar.
“Ninguém melhor do que você sabe o que seus amigos comprariam, o que precisam. Logo, o internauta é o melhor indicador para nós, que ganhamos em vender,o que também dá lucro a ele, que ganha comissão sem precisar se preocupar com entrega, nada”, finalizou Magalhães.
Na mira
A aposta do Magazine Você é no social commerce, segmento que, segundo estudo do Social Bakers, foi o que mais cresceu no e-commerce brasileiro em junho passado, com taxa de 21% e ultrapassando a marca de 23 milhões de usuários de redes sociais.
Já nos Estados Unidos, o comércio social deve movimentar US$ 1,2 bilhão até o final deste ano, diz a pesquisa.
Fonte: Baguete
Mais do que apenas gerar lucros no próprio ambiente online, muitas vezes a página fomenta as vendas das lojas físicas: as listas de presentes de clientes, por exemplo, são 80% das vezes criadas no site, mas 60% das vendas destes itens acabam ocorrendo nos pontos de venda.
Outro indicativo da demanda gerada pelo e-commerce é a comparação de SKUs (código identificador de mercadorias em estoque) entre as lojas físicas e o portal do Magazine.
No primeiro caso, são sete mil. No segundo, o número quase quintuplica, chegando a 31 mil.
“A estratégia para fomentar o e-commerce está na humanização: ao invés de um tratamento convencional, da interação pura e simples consumidor-computador, usamos um personagem, a Lu, que fala com o público, dá detalhes dos produtos, atende como se fosse de carne e osso”, explicou o gerente de E-Commerce do Magazine, Ronaldo Magalhães, durante palestra no FIC – Fórum de Internet Corporativa.
Magazine da Lu
No evento, realizado na terça-feira, 18, em Porto alegre, Magalhães expôs um case que revelou a importância da “Lu” para a marca.
A personagem envia, periodicamente, newsletters com ofertas para os e-mails de clientes cadastrados, usando neste contato uma linguagem coloquial, que a transforma em conhecida do público.
Tanto assim que, ao parar de receber os emails, uma cliente entrou em contato com a central de atendimento do Magazine e, ao não ter o problema resolvido, voltou a ligar diversas vezes.
Quando se deu conta de que o problema não era exatamente a falta do e-mail, mas saudade da Lu – conforme relatado pela própria cliente – a marca pediu que a colaboradora que grava a voz da personagem ligasse para a consumidora.
Feito o contato, a cliente se emociona, chamando a personagem de “linda”, “bonitinha” e “meu amor” inúmeras vezes, enquanto se diz magoada pela ausência dela e confessa: “você me mandava e-mails com ofertas só para mim e eu, toda feliz, ia lá e comprava”.
Fato: só nesta ligação, a cliente cita pelo menos cinco itens já adquiridos nos últimos meses.
Casas Bahia
Conforme Magalhães, esta estratégia de humanização é o que garante o sucesso das lojas Luíza, que têm presença física em 16 estados e, via multicanal, em todo o país.
Ele comenta que a marca não tem qualquer ação no sentido de “regionalização” de atendimento, embora saiba o quanto isso é importante, especialmente em mercados como o Rio Grande do Sul e o Nordeste, que são cheios de peculiaridades.
No mercado gaúcho, por exemplo, Magalhães cita “concorrentes” que acabaram não endo sucesso por conta da falta de identificação local – em uma bem provável citação às casa Bahia.
“Não fazemos regionalização, mas a humanização de nosso atendimento garante a proximidade com o cliente”, ressaltou.
Estrelas
Além da Lu, outra ação do Magazine neste sentido é atender aos desejos do consumidor além das prateleiras – físicas ou virtuais.
Para comemorar os 11 anos de seu e-commerce, completados em setembro passado, a marca lançou uma promoção focada na entrega dos produtos.
“Geralmente, é o correio ou uma transportadora que entrega o que você compra via web. Isso é muito frio. Para nos aproximarmos dos clientes, decidimos premiar alguns com entregas feitas por celebridades, como Ronaldo Nazário, Renata Fan, Patati&Patatá, entre outros”, ressaltou.
A estratégia de convergência entre o meio online e o físico, entre o corporativo e o humano, tem dado indícios de sucesso: em todo o país, são 28 milhões de clientes atendidos pelo Magazine Luíza, que, para dar suporte a isso, emprega 23,4 mil funcionários.
Futuro
Na web, o próximo passo da Luiza será expandir a ação “Magazine Você”, que permite a internautas criarem suas lojas virtuais em redes sociais, como Facebook e Orkut, equipadas com produtos do Magazine, sendo comissionados a cada venda realizada.
Por enquanto, somente parentes de funcionários da rede podem participar da campanha, mas a meta é que até o começo do ano que vem qualquer pessoa possa participar.
“Ninguém melhor do que você sabe o que seus amigos comprariam, o que precisam. Logo, o internauta é o melhor indicador para nós, que ganhamos em vender,o que também dá lucro a ele, que ganha comissão sem precisar se preocupar com entrega, nada”, finalizou Magalhães.
Na mira
A aposta do Magazine Você é no social commerce, segmento que, segundo estudo do Social Bakers, foi o que mais cresceu no e-commerce brasileiro em junho passado, com taxa de 21% e ultrapassando a marca de 23 milhões de usuários de redes sociais.
Já nos Estados Unidos, o comércio social deve movimentar US$ 1,2 bilhão até o final deste ano, diz a pesquisa.
Fonte: Baguete
Posted: 24 Oct 2011 04:50 AM PDT
Erros no ambiente digital podem afetar a imagem no trabalho. É o que diz uma pesquisa realizada pela Robert Half, especializada em recrutamentos, com 300 gerentes de todo o Brasil. Segundo o estudo, 70% dos profissionais já enviaram e-mail errado ou copiaram algum destinatário por engano.
O descuido na internet e os comentários maldosos sobre colegas, chefes e a empresa publicados no Twitter e no Facebook podem deixar as pessoas numa situação constrangedora, comprometer a reputação e até gerar demissões.
Para 40% dos executivos brasileiros, a quebra de regras de etiqueta digital prejudica muito a imagem do profissional e mais de 90% acreditam que afeta pelos menos um pouco. O levantamento mostra ainda que, para 75,8% dos entrevistados, a massificação do uso de aparelhos móveis também aumentou o número de quebra de regras no ambiente de trabalho.
De acordo com 92,4% dos profissionais, as redes sociais são capazes de gerar negócios. Por outro lado, o estudo apresenta que um em cada três executivos já teve problemas com o comportamento de funcionários em redes sociais.
O LinkedIn é a ferramenta preferida dos executivos brasileiros, mais de 90% dos entrevistados possuem perfil na rede e 85,5% utilizam a ferramenta para buscar emprego.
Para melhorar a postura dos profissionais com as novas tecnologias no ambiente de trabalho, a Robert Half reuniu algumas dicas de comportamento.
No Facebook, a empresa aconselha que os usuários, caso tenham colegas de trabalho, chefes e cliente na rede, não coloquem fotos muito informais, façam comentários irônicos ou escrevam coisas comuns sobre o dia a dia.
Já no Twitter, se a ferramenta é usada de maneira profissional, a companhia indica um comportamento atencioso e generoso, agregando valor nas atualizações do perfil por meio de links para artigos interessantes e fontes online.
Em relação ao e-mail, a recrutadora recomenda não deixar uma solicitação sem resposta por mais de 24 horas e, em caso de um período de grande afastamento, é melhor programar uma mensagem de ausência.
O descuido na internet e os comentários maldosos sobre colegas, chefes e a empresa publicados no Twitter e no Facebook podem deixar as pessoas numa situação constrangedora, comprometer a reputação e até gerar demissões.
Para 40% dos executivos brasileiros, a quebra de regras de etiqueta digital prejudica muito a imagem do profissional e mais de 90% acreditam que afeta pelos menos um pouco. O levantamento mostra ainda que, para 75,8% dos entrevistados, a massificação do uso de aparelhos móveis também aumentou o número de quebra de regras no ambiente de trabalho.
De acordo com 92,4% dos profissionais, as redes sociais são capazes de gerar negócios. Por outro lado, o estudo apresenta que um em cada três executivos já teve problemas com o comportamento de funcionários em redes sociais.
O LinkedIn é a ferramenta preferida dos executivos brasileiros, mais de 90% dos entrevistados possuem perfil na rede e 85,5% utilizam a ferramenta para buscar emprego.
Para melhorar a postura dos profissionais com as novas tecnologias no ambiente de trabalho, a Robert Half reuniu algumas dicas de comportamento.
No Facebook, a empresa aconselha que os usuários, caso tenham colegas de trabalho, chefes e cliente na rede, não coloquem fotos muito informais, façam comentários irônicos ou escrevam coisas comuns sobre o dia a dia.
Já no Twitter, se a ferramenta é usada de maneira profissional, a companhia indica um comportamento atencioso e generoso, agregando valor nas atualizações do perfil por meio de links para artigos interessantes e fontes online.
Em relação ao e-mail, a recrutadora recomenda não deixar uma solicitação sem resposta por mais de 24 horas e, em caso de um período de grande afastamento, é melhor programar uma mensagem de ausência.
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