Rede social corporativa visa reter geração Y na empresa
A aposta é mais do que uma tentativa de acompanhar mudanças no mundo digital. Companhias como Basf, Boa Vista Serviços, CSC, Itaú Cultural, Santander e Totvs, por exemplo, investem em plataformas próprias -além de permitirem acesso às redes externas- como forma de manter a geração Y [nascidos entre 1978 e 2000] motivada.
"As empresas têm mudado a maneira de se comunicar para reter profissionais", afirma Leonardo Bortoletto, diretor-presidente da WebConsult, de projetos digitais.
Com as redes corporativas, abre-se espaço para espontaneidade. "É como se elas se tornassem uma sala de café nas empresas, permitindo que as pessoas consigam resolver questões de forma mais inteligente e informal", explica Luiz Algarra, consultor da Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento.
O produtor cultural Vinícius Ramos, 31, diz conseguir esclarecer dúvidas e encontrar contatos com a ferramenta do Itaú Cultural -antes não saía do telefone quando precisava de informações. Para o coordenador da área de design da instituição, Jader Rosa, 33, a rede permite identificar com mais clareza os valores da empresa.
UNIÃO DE GESTORES E EQUIPES
Na empresa em que atuava, o estudante de administração Fernando Gomes, 22, tinha acesso restrito às ferramentas da internet. "Todas as redes [sociais] eram bloqueadas e não existia canal direto para discussão -isso só acontecia na sala de reunião, com poucas pessoas."
O ambiente engessado o distanciava dos colegas e dos líderes, afirma. "Eu me sentia de mãos atadas."
Agora, como analista de estratégia da Boa Vista Serviços, diz ter acesso às redes externas e à interna, espécie de Facebook corporativo.
"Por esse canal, conheço melhor as pessoas com quem trabalho e tenho acesso direto aos gestores", conta.
Ao implantar redes sociais internas, as companhias ganham confiança de seus funcionários -um dos bens intangíveis mais valorizados no mercado por profissionais, avalia Marisabel Ribeiro, líder da área de gestão de talentos da consultoria Mercer.
"A empresa tem de aproveitar a ferramenta para aproximar-se dos colaboradores. Essa é a grande sacada das redes sociais internas."
A proximidade da equipe, mesmo virtual, ajuda a compor um ambiente de trabalho mais favorável a resultados.
Mariana Bacchin Afonso, 27, é uma das que atestam o benefício da rede interna. Após sete meses de licença-maternidade e férias, a auditora do Santander diz ter sofrido ao retornar ao trabalho.
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